Nasci em Recife no dia de Todos os Santos e me criei em Salvador, na cidade de Todos os Santos. Sou atriz-pesquisadora, palhaça e escolhi a arte como caminho de vida. Em dezembro de 2007 resolvo sair da Bahia e ir em busca de um grande sonho. Mudo-me para Olinda (PE), volto para minha origem, meu berço e me reconheço finalmente. Em 2011 retorno para Bahia, agora para o Vale do Capão. E me deparo com um lindo caminho... Aqui apresento um pouco de tudo do que vim buscar e do que acredito.





Sejam bem vindos!

CONTATO:

(81) 9600-5165

vivianemaior@ig.com.br

frevoproducao@yahoo.com.br



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Oficina de Teatro Físico no CASARÃO PELEJA (PE)

Em dezembro estarei ministrando a oficina "Treinamento: esvaziar-se para preencher-se" no Casarão Peleja em Olinda (PE), sede do Grupo Peleja coordenado por grandes amigos e parceiros de trabalho. É com muita alegria que retorno para compartilhar experiências que fazem parte de minha pesquisa continuada em artes cênicas na qual mesclo técnicas de diferentes linguagens com foco no trabalho corporal expressivo do intérprete.




"Treinamento: esvaziar-se para preencher-se"

A oficina propõe apresentar alguns treinamentos do teatro físico que constitui a base do trabalho do ator-dançarino possibilitando uma maior conscientização do seu corpo-mente, desenvolvimento de uma presença cênica, manipulação de energias e trabalho com diferentes corporeidades. Serão trabalhados conceitos e princípios como pré-expressividade, extracotidiano, equilíbrio precário, etc. A oficina é destinada para pessoas que tenham alguma experiência em teatro ou dança.



Viviane Souto Maior: Atriz-dançarina formada em artes cências pela UFBA, trabalha com teatro físico há quase 10 anos tendo a antropologia teatral como principal referência de sua formação. A atriz-dançarina utiliza-se das técnicas do teatro, dança, circo e culturas populares como subsídios para o seu treinamento pessoal e processo de criação, trabalhou com o grupo OCO TEATRO LABORATÓRIO dirigido por Luís Alberto Alonso, participando de importantes atividades culturais como o XV Seminário de Teatro PONTE DOS VENTOS, dirigido por Iben Nagel Hasmussen.

Quando? de 05 a 07 de Dezembro/2011
horário: 14h às 17h
Investimento: R$ 70,00

Onde? No Casarão Peleja

VAGAS LIMITADAS!


tel: (81) 96005165 (tim)



terça-feira, 15 de novembro de 2011

FERVO, FREVO:aula-espetáculo.


Finalização de mais um ciclo com a apresentação da aula-espetáculo FERVO, FREVO no CIRCO DO CAPÃO.

PALAVRA: LEVEZA.
SENTIMENTO: ALEGRIA.

Aproveito para agradecer a todos que me ajudaram, que se doaram, integraram e compartilharam comigo. Muito bom sentir o brilho nos olhos de cada um.

ILHAS FLUTUANTES.






VALE DO CAPÃO.
27/10/2011
Local: RUFFINO
Ministrante: Viviane Souto Maior.
Alunos/Atores: Bianca, Atílio, Lucille e Mel.

Finalização do MÓDULO II - Curso de Teatro Físico "O ATOR EM SUA TOTALIDADE"

Processos individuais e coletivos de entrega, superação, resistência e MOTIVAÇÃO. QUAL É O SEU MOTOR PESSOAL? Daí surgiu o exercício cênico "ILHAS FLUTUANTES", uma intervenção no espaço do Ruffino (uma casa "abandonada", recuperada e ocupada pelos artistas do capão). Queríamos brincar com a utilização de novos espaços, sair do confortável, previsível, do cômodo e do cotidiano (filosofia trabalhada durante todo o curso), apresentar cenas em uma nova estrutura para o lugar (cenas individuais que acontecem ao mesmo tempo em lugares diferentes do espaço), brincar com a escolha, postura e olhar do espectador, comunicar, DOAR-SE. Música ao vivo, escuta, abertura, sintonia! Sinto que essa missão foi cumprida. Uma linda experiência, mais um lindo presente recebido, lindas relações firmadas. Sentimento de realização e gratidão. Plenitudide, arte, cura, transcendência, inter-ligação.

E vamos continuar...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Oficina de Cavalo Marinho - Vale do Capão.


Oficina de Cavalo Marinho ministrada para a Companhia Infantil do Circo do Capão (Maio de 2011)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

FIG 2011 - Oficina: Teatro e Dança: uma brincadeira.




Essas são algumas fotos da oficina de teatro que ministrei no 21ᵒ Festival de Inverno de Garanhuns este ano no mês de Julho.

A oficina tem como foco o trabalho do ator apresentando diversas possibilidades e desdobramentos das danças populares, como material técnico e cênico para as artes cênicas. Esta oficina oferecida no FIG teve em especial, além do trabalho com o frevo e o cavalo marinho, que são as bases de minha pesquisa, a experimentação com o forró e o coco. A proposta da utilização dessas outras danças partiu dos próprios alunos e os desdobramentos e explorações foram extremamente ricos.

Muita GRATIDÃO a todos que participaram: Luís, Tati, Lívia, Jéssica, Raquel, Anderson, Edilaine, Alessandra, Diogo, Cosmo, Gilmar, Gisele e Adison. Além da MARAVILHOSA equipe de apoio, que foram fundamentais para a realização da oficina e principalmente para meu bem-estar: Jamison e Clara. Minha gratidão!

Olhar de dentro.

Escrito em 27/01/2009

O MERGULHÃO:

No momento que iniciou o mergulhão duas rodas se formaram. Uma dos adultos, a maioria brincantes do Cavalo Marinho Estrela Brilhante e outra das crianças, a maioria eram galantes do “Cavalo Marinho PETI”. Comecei na roda das crianças. É muito interessante perceber a diferença de energia criada numa roda de mergulhão de crianças e de adultos. Na roda das crianças a energia é de brincadeira, de leveza, suavidade, dança, sorriso, sutileza. Depois fui para a roda dos adultos... Energia mais concentrada, exigindo mais atenção, concentração, prontidão, tônus, agilidade, uma energia forte! Fiquei com muita vontade de aprofundar mais a pesquisa nesse sentido, observando e experimentando essas diferenças.



A BRINCADEIRA:

Hoje foi minha estréia como Galante! Nissinha chamou Tainá para participar da brincadeira e depois perguntou se eu queria brincar, aceitei na mesma hora. Estava muito nervosa, já tinha conhecimento dos troupés, da dança com os arcos, mas não estava segura dos momentos onde o galante se dirige ao banco, dá textos (quadrinhas). Pedi para que os outros galantes e para que Tainá me ajudassem e fui. Muito nervosa no início. Estar dentro é emocionante, exige atenção, concentração, prontidão, condicionamento físico e acima de tudo presença. Um dos principais elementos que permeia a pesquisa. Tentei brincar ao máximo apesar da preocupação em não errar e não atrasar a dinâmica da brincadeira. A quadrinha que recitei no momento de “Seu Mané do Baile” foi?

“Sou pequeninha
Do tamanho de um botão
Carrego papai no bolso
E mamãe no coração.”

No cavalo marinho Estrela Brilhante tem o momento da “guerra de espadas”, que foi resgatado e poucos cavalos marinhos utilizam. Já havia assistido esse momento, executado por eles mesmos, no Projeto Conexão Cavalo Marinho e acredito que no Cavalo Marinho de Mestre Salú na casa da Rabeca, então consegui fazer uma boa execução. Me diverti muito, somente no início fiquei apreensiva, depois fiquei tranqüila e brinquei de verdade. Os galantes ficam quase toda a brincadeira, entrando e saindo em determinados momentos. No final toquei a Bajé no banco, no momento do boi, me senti pela primeira vez dentro, fazendo parte! As relações vão se dando aos poucos, as pessoas vão se conhecendo, se reconhecendo, fiquei muito feliz por isso, pela relação com os outros, com os brincantes tanto quanto participar da brincadeira. São pessoas humildes e de grande coração. A festa foi em frente à casa de Mestre Antônio Teles e de Nissinha (filha dele, a aniversariante), todos estavam convidados a entrar na casa, comer churrasco, bolo, dançar, brincar. Sinto que o cavalo Marinho Estrela Brilhante é mais aberto, receptivo e familiar. Pedi para Aguinaldo para sair de galante no Cavalo Marinho Estrela de Ouro no domingo seguinte, ele me olhou, fez uma pausa e disse que iria pensar. São mais reservados e já têm as pessoas certas para brincar. Mas quero experimentar mais e mais. Estou mais próxima de todos e isso me deixa feliz.

Para os Guerreiros do Passo.

Escrito em 09/06/2009

Depois de muita procura, encontramos os Guerreiros do Passo. Era o que procurávamos e o que atualmente no universo do frevo, especificamente da dança, vem se tornando cada vez mais raro: “o frevo de raiz, o frevo de antigamente, dos seus primórdios” como eles mesmos costumam falar e tanto defender. Os Guerreiros são verdadeiros discípulos de Nascimento do Passo e do seu método, sendo o único grupo de Pernambuco a dar continuidade à sua metodologia, pensamento e corporeidade. O método, o modo de se dançar o passo, a experiência, a qualidade e consciência corporal foram os fatores que determinaram a escolha desse grupo para a pesquisa. Na Praça do Hipódromo, em suas aulas gratuitas aos sábados, bem próximo ao carnaval, com toda a energia vibrante que toma toda cidade nessa época, foi que aconteceu o primeiro encontro e a imediata percepção de que o frevo ali ensinado era totalmente diferente do frevo anteriormente pesquisado e freqüentemente visto nos carnavais e grupos pernambucanos. Um frevo rasgado, vibrante, enérgico, quebrado, viril, forte e ao mesmo tempo de uma incrível sutileza nos movimentos é o que nos encanta, seduz, envolve e alegra. Brincam de guarda-chuvas e paletós, brincam pelas ruas do Bairro São José (como nos antigos carnavais) e têm uma imensa generosidade de passar seus conhecimentos principalmente pela alegria em dar continuidade a esse modo hoje tão peculiar e rico de se dançar o passo. Nos Guerreiros a pesquisa se encontrou e pôde aprofundar e estreitar de forma consciente (na teoria e na prática) os princípios existentes no frevo e na busca do nosso trabalho.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Oficina no 21 FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS.


Galera, vou ministrar uma oficina de teatro que foi desenvolvida a partir da minha pesquisa com as danças populares de pernambuco, em especial o frevo e o cavalo marinho. Todos estão convidados a participar! Abaixo seguem as informações e o site da fundarpe que contém a programação completa do FIG. No blog tem bastante material e um clipe referente à essa oficina.

www.nacaocultural.pe.gov.br

Teatro e dança: uma brincadeira
Data: 18 a 22 de julho
Hora: 9h às 12h e 14h às 17h
Carga horária: 30h
Local: Campus UPE
Público: Geral a partir de 19 anos
Vagas: 20
Facilitador: Viviane Pessoa de Oliveira Souto Maior
Proposta: O objetivo da oficina dialoga com diferentes linguagens; teatro, dança e cultura popular, apresentando os diversos desdobramentos possíveis das danças e brincadeiras populares pernambucanas e o seu aproveitamento técnico, cênico, educativo e de formação artístico-cultural como potencial para o trabalho nas artes cênicas.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

FREVO NO CAPÃO!!!

No final de semana passado apresentei a aula-espetáculo "Fervo, Frevo" e dei oficina de frevo no Vale do Capão(Chapada Diamantina) mais especificamente no CIRCO DO CAPÃO!Foi mágico...indescritível, realmente muito, muito especial. Muita chuva, muito frio e o picadeiro "fervendo com o frevo"!!! Depois da apresentação um lindo presente: um show de música flamenca com artistas da Andaluzia. No outro dia oficina para Marcelo e Louise, simplesmente... um grande encontro.Sinto que muita coisa estar por vir.

GRATIDÃO.

p.s.-Depois irei postar algumas fotos.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Programação BOI MARINHO.

Boi Marinho.


Pois é minha gente, como minha pesquisa também envolve o CAVALO MARINHO aí vai uma foto do BOI MARINHO (criado por Hélder Vasconcelos) onde brinco desde 2008!A brincadeira é muito boa e não precisa de pré-requisito.IMPORTANTE!!! O BOI MARINHO faz parte da programação NÃO OFICIAL do carnaval...(por opção!)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

CARNAVAL do Recife.

Fred Monteiro me envia a gravação de um frevo de sua autoria, na voz do inigualável Claudionor Germano e o acompanhamento da orquestra do Maestro Spock.

Um frevo com andamento e melodia bem ao gosto dos sucessos de Capiba, Nelson Ferreira e Luiz Bandeira, e que leva por título a frase poética Coração Recifense.

Mas de que adianta um frevo de tamanha qualidade se o Carnaval do Recife estará entregue aos “sucessos carnavalescos” gravados pelas musas Maria Gadú, Marina Lima, Fernanda Takai, Zélia Duncan, Céu, Karina Buhr, Roberta Sá e Mariana Aydar,

De que adianta se o verdadeiro Recife, aquele que vive dentro de nós, os mequetrefes da Prefeitura ameaçam em sepultar. Por conta desses mesmos mequetrefes somos obrigados a aturar SONS, VOZES, SOTAQUES dessas melodias alienígenas????

Parabéns, meu amigo.

Espero que neste Carnaval de 2011 reste para todos nós "um bombo, uma mulata e um trombone de prata, para o teu frevo sobreviver". Que nele reine a alegria de todos nós, tão carentes da felicidade do Reino Azul da Fantasia que sempre estão a nos roubar a cada carnaval que passa.

Leonardo Dantas Silva
(leodantassilva@uol.com.br 9 de fevereiro de 2011)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

19/02/2009

Rua da Imperatriz. Noite. Guerreiros do Passo... Guarda-chuvas. Chapéu. Cerveja. Paletó. Carnavais antigos... Uma boa orquestra. É o “Escuta Levino” que se concentra. Não participei dos carnavais de antigamente, onde as troças passavam pelas ruas do Recife, pela Imperatriz, São José, Recife Antigo, mas é como se uma grande sensação de nostalgia e lembranças me tomassem, como se revivesse (mesmo sem ter vivido) esses antigos carnavais. Muita emoção, muito frevo, muito sangue quente e o passo no pé! Mais uma vez tive a imensa alegria de dançar na rua, como tem que ser, como era. Começamos no início da Imperatriz, primeiro os Guerreiros saíram na frente da troça e logo depois saíram atrás da orquestra. Pouca gente na rua, muito espaço pra dançar e se jogar. Dancei muito, eles são muito receptivos, atenciosos, sempre dispostos a ensinar, lhe puxar pra brincadeira. Arrisquei uns passos, mandei a timidez para o espaço e me entreguei ao FREVO! Sombrinha na mão, sapatilha no pé, corpo quente e parece que a alegria lhe invade por completo... Me sinto plenamente feliz quando danço frevo. Hoje fui para brincar, deixar a pesquisadora de lado e me tornar uma foliã. Fomos do início da Imperatriz até o Marco Zero fazendo o percurso de antigamente, na ponte da Imperatriz cruzamos com algumas freviocas e trios elétricos, oooouuuutra energia, oooouuuutra proposta, o frevo (principalmente o passo) mais estilizado... A orquestra do “Escuta Levino” continuou a tocar depois que passou da ponte e dos trios. Me disseram um fato curioso... É que as orquestras páram de tocar quando passam por cima das pontes, para não correr o risco de acontecer algum acidente devido ao som das orquestras e a dança da multidão, pois já são muito antigas... Esse fato eu desconhecia. Será mesmo que há esse risco ou era uma puia (como dizem por aqui)? Bem, melhor não arriscar! Vamo que vamo! Seguimos até o Antigo e quando chegamos à Praça do Arsenal havia uma multidão, dois blocos que vinham ao encontro do nosso! Ainda tentamos seguir tocando, mas ficou impossível de continuar. Paramos, retomamos perto da Torre Malacoff seguimos até o Marco Zero e lá, aos poucos, a troça se desfez. Posso dizer que me senti em outra época, sentindo, vivenciando e aproveitando cada momento daquilo que vim buscar, daquilo que me faz me sentir viva.

Viviane Souto Maior (19/02/2009)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Trançados Musculares.

Abertas as inscrições para as OFICINAS do
17º Janeiro de Grandes Espetáculos:
:

Trançados Musculares – Saúde Corporal e Ensino do Frevo (Valéria Vicente e Kiram/Giordani Gorki)

De 17 a 21 de janeiro l segunda a sexta l 18 às 22h ou de 24 a 28 de janeiro l segunda a sexta / 14 às 18h / Torre Malakoff (Bairro do Recife)/ 20 vagas por cada período / Gratuita

A partir da pesquisa técnica a respeito das características da dança frevo no que diz respeito às exigências osteomusculares dos dançarinos, a oficina tem por objetivo propor exercícios baseados no próprio frevo que sirvam de alongamento e preparação corporal de forma complementar aos métodos de ensino já existentes, prevenindo possíveis lesões.

Informações e inscrições no SATED/PE (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão do Estado de Pernambuco – Casa da Cultura, Raio Oeste, 2º andar. Tel. 3424 3133).